Ano XIV
Pargos e pontes, que sei eu?




Editorial

Blogues

  • A casa improvável

  • À esquina da tecla

  • A Irmandade do Éter

  • A Porta Nobre

  • About Portugal

  • Abrupto

  • Agence eureka

  • Agenda do dia

  • Aguasdosul

  • Alberto Velho Nogueira - Homem à Janela

  • ALerNavios

  • Aliás

  • Almada Virtual Museum

  • Almanak Silva

  • Alvor-Silves

  • Apeadeiro das Virtudes

  • Aquela Música do Anúncio...

  • Aubade

  • Barra de ferro

  • Bic Laranja

  • Blog de Albergaria

  • Bonecos de bolso

  • Caderno de Viagem

  • Camafunga

  • Caminhos de Ferro Vale da Fumaça

  • Chiqsland Corporation

  • Coisa de gordo

  • Confessionário de um Padre

  • Da Rússia

  • Das palavras o espaço

  • De Rerum Natura

  • Debaixo dos arcos

  • Der Terrorist

  • Desenhos de Luís Ançã

  • Diário de Bordo

  • Dias que voam

  • Do Porto e não só...

  • Do Tempo da Outra Senhora

  • Dragoscópio

  • Fábulas

  • Fiel Inimigo

  • Física na Veia!

  • Forum ilha das Flores

  • Fragmagens

  • Gerotempo

  • Girassol Falante

  • Glosa Crua

  • Horas extraordinárias

  • Ié-ié

  • Impertinências

  • Incursões

  • Indústrias Culturais

  • Intimista

  • Irritado

  • João Freitas Farinha - Fotografia

  • Katia Maia

  • Kyrie Eleison

  • Linguagista

  • Local & Blogal

  • Lugares Esquecidos

  • Malomil

  • Margens de erro

  • Massa com cenas

  • Memórias…e outras coisas...

  • Meu Bazar de Idéias

  • Murcon

  • Nãocoisas à vista

  • Navegantes ao Mar

  • Nesta hora

  • Notas de Circunstância 2

  • Old Beef Traquinoy Company

  • Olhares Cruzados

  • Ouriquense

  • Paulinho Assunção

  • Ponteiros parados

  • Porto Sombrio

  • Praça da República

  • 4R - Quarta República

  • Restos de Colecção

  • Retalhos de Bem-Fica

  • Retratos de Portugal

  • Retrovisor

  • Ruas de Lisboa com alguma história

  • Ruin'Arte

  • Ruminaçœs Digitais

  • Sai-te daqui

  • Sorumbático

  • Stars & Mythical Creatures

  • Tapornumporco

  • Torrada e meia de leite

  • Travessa do Fala-Só

  • Umbigo do Sonho

  • Viajar e Descobrir

  • Ylang - Ylang


  • Arquivo morto

  • 10 Agosto 2003
  • 17 Agosto 2003
  • 24 Agosto 2003
  • 14 Setembro 2003
  • 21 Setembro 2003
  • 28 Setembro 2003
  • 12 Outubro 2003
  • 19 Outubro 2003
  • 26 Outubro 2003
  • 02 Novembro 2003
  • 09 Novembro 2003
  • 16 Novembro 2003
  • 23 Novembro 2003
  • 30 Novembro 2003
  • 07 Dezembro 2003
  • 14 Dezembro 2003
  • 21 Dezembro 2003
  • 28 Dezembro 2003
  • 04 Janeiro 2004
  • 11 Janeiro 2004
  • 18 Janeiro 2004
  • 25 Janeiro 2004
  • 01 Fevereiro 2004
  • 08 Fevereiro 2004
  • 15 Fevereiro 2004
  • 22 Fevereiro 2004
  • 29 Fevereiro 2004
  • 07 Março 2004
  • 14 Março 2004
  • 21 Março 2004
  • 28 Março 2004
  • 04 Abril 2004
  • 11 Abril 2004
  • 18 Abril 2004
  • 25 Abril 2004
  • 02 Maio 2004
  • 09 Maio 2004
  • 16 Maio 2004
  • 23 Maio 2004
  • 30 Maio 2004
  • 06 Junho 2004
  • 13 Junho 2004
  • 20 Junho 2004
  • 27 Junho 2004
  • 04 Julho 2004
  • 11 Julho 2004
  • 18 Julho 2004
  • 25 Julho 2004
  • 01 Agosto 2004
  • 08 Agosto 2004
  • 15 Agosto 2004
  • 22 Agosto 2004
  • 29 Agosto 2004
  • 05 Setembro 2004
  • 12 Setembro 2004
  • 19 Setembro 2004
  • 26 Setembro 2004
  • 03 Outubro 2004
  • 10 Outubro 2004
  • 17 Outubro 2004
  • 24 Outubro 2004
  • 31 Outubro 2004
  • 07 Novembro 2004
  • 14 Novembro 2004
  • 21 Novembro 2004
  • 28 Novembro 2004
  • 05 Dezembro 2004
  • 12 Dezembro 2004
  • 19 Dezembro 2004
  • 26 Dezembro 2004
  • 02 Janeiro 2005
  • 09 Janeiro 2005
  • 16 Janeiro 2005
  • 23 Janeiro 2005
  • 30 Janeiro 2005
  • 06 Fevereiro 2005
  • 13 Fevereiro 2005
  • 20 Fevereiro 2005
  • 27 Fevereiro 2005
  • 06 Março 2005
  • 13 Março 2005
  • 20 Março 2005
  • 27 Março 2005
  • 03 Abril 2005
  • 10 Abril 2005
  • 17 Abril 2005
  • 24 Abril 2005
  • 01 Maio 2005
  • 08 Maio 2005
  • 15 Maio 2005
  • 22 Maio 2005
  • 29 Maio 2005
  • 05 Junho 2005
  • 12 Junho 2005
  • 19 Junho 2005
  • 26 Junho 2005
  • 03 Julho 2005
  • 10 Julho 2005
  • 17 Julho 2005
  • 24 Julho 2005
  • 31 Julho 2005
  • 07 Agosto 2005
  • 14 Agosto 2005
  • 21 Agosto 2005
  • 28 Agosto 2005
  • 04 Setembro 2005
  • 11 Setembro 2005
  • 18 Setembro 2005
  • 25 Setembro 2005
  • 02 Outubro 2005
  • 09 Outubro 2005
  • 16 Outubro 2005
  • 23 Outubro 2005
  • 30 Outubro 2005
  • 06 Novembro 2005
  • 13 Novembro 2005
  • 20 Novembro 2005
  • 27 Novembro 2005
  • 04 Dezembro 2005
  • 11 Dezembro 2005
  • 18 Dezembro 2005
  • 25 Dezembro 2005
  • 01 Janeiro 2006
  • 08 Janeiro 2006
  • 15 Janeiro 2006
  • 22 Janeiro 2006
  • 29 Janeiro 2006
  • 05 Fevereiro 2006
  • 12 Fevereiro 2006
  • 19 Fevereiro 2006
  • 26 Fevereiro 2006
  • 05 Março 2006
  • 12 Março 2006
  • 19 Março 2006
  • 26 Março 2006
  • 02 Abril 2006
  • 09 Abril 2006
  • 16 Abril 2006
  • 23 Abril 2006
  • 30 Abril 2006
  • 07 Maio 2006
  • 14 Maio 2006
  • 21 Maio 2006
  • 28 Maio 2006
  • 04 Junho 2006
  • 11 Junho 2006
  • 18 Junho 2006
  • 25 Junho 2006
  • 02 Julho 2006
  • 09 Julho 2006
  • 16 Julho 2006
  • 23 Julho 2006
  • 30 Julho 2006
  • 06 Agosto 2006
  • 13 Agosto 2006
  • 20 Agosto 2006
  • 27 Agosto 2006
  • 03 Setembro 2006
  • 10 Setembro 2006
  • 17 Setembro 2006
  • 24 Setembro 2006
  • 01 Outubro 2006
  • 08 Outubro 2006
  • 15 Outubro 2006
  • 22 Outubro 2006
  • 29 Outubro 2006
  • 05 Novembro 2006
  • 12 Novembro 2006
  • 19 Novembro 2006
  • 26 Novembro 2006
  • 17 Dezembro 2006
  • 24 Dezembro 2006
  • 31 Dezembro 2006
  • 07 Janeiro 2007
  • 14 Janeiro 2007
  • 21 Janeiro 2007
  • 28 Janeiro 2007
  • 04 Fevereiro 2007
  • 11 Fevereiro 2007
  • 18 Fevereiro 2007
  • 25 Fevereiro 2007
  • 04 Março 2007
  • 11 Março 2007
  • 18 Março 2007
  • 25 Março 2007
  • 01 Abril 2007
  • 08 Abril 2007
  • 15 Abril 2007
  • 22 Abril 2007
  • 29 Abril 2007
  • 06 Maio 2007
  • 13 Maio 2007
  • 20 Maio 2007
  • 27 Maio 2007
  • 03 Junho 2007
  • 10 Junho 2007
  • 17 Junho 2007
  • 24 Junho 2007
  • 01 Julho 2007
  • 08 Julho 2007
  • 15 Julho 2007
  • 22 Julho 2007
  • 29 Julho 2007
  • 05 Agosto 2007
  • 12 Agosto 2007
  • 19 Agosto 2007
  • 26 Agosto 2007
  • 02 Setembro 2007
  • 09 Setembro 2007
  • 16 Setembro 2007
  • 23 Setembro 2007
  • 30 Setembro 2007
  • 07 Outubro 2007
  • 14 Outubro 2007
  • 21 Outubro 2007
  • 28 Outubro 2007
  • 04 Novembro 2007
  • 11 Novembro 2007
  • 18 Novembro 2007
  • 25 Novembro 2007
  • 02 Dezembro 2007
  • 09 Dezembro 2007
  • 16 Dezembro 2007
  • 23 Dezembro 2007
  • 30 Dezembro 2007
  • 06 Janeiro 2008
  • 13 Janeiro 2008
  • 20 Janeiro 2008
  • 27 Janeiro 2008
  • 03 Fevereiro 2008
  • 10 Fevereiro 2008
  • 17 Fevereiro 2008
  • 24 Fevereiro 2008
  • 02 Março 2008
  • 09 Março 2008
  • 16 Março 2008
  • 23 Março 2008
  • 30 Março 2008
  • 06 Abril 2008
  • 13 Abril 2008
  • 20 Abril 2008
  • 27 Abril 2008
  • 04 Maio 2008
  • 11 Maio 2008
  • 18 Maio 2008
  • 25 Maio 2008
  • 01 Junho 2008
  • 08 Junho 2008
  • 15 Junho 2008
  • 22 Junho 2008
  • 29 Junho 2008
  • 06 Julho 2008
  • 13 Julho 2008
  • 20 Julho 2008
  • 27 Julho 2008
  • 03 Agosto 2008
  • 10 Agosto 2008
  • 17 Agosto 2008
  • 24 Agosto 2008
  • 31 Agosto 2008
  • 07 Setembro 2008
  • 14 Setembro 2008
  • 21 Setembro 2008
  • 28 Setembro 2008
  • 05 Outubro 2008
  • 12 Outubro 2008
  • 19 Outubro 2008
  • 26 Outubro 2008
  • 02 Novembro 2008
  • 09 Novembro 2008
  • 16 Novembro 2008
  • 23 Novembro 2008
  • 30 Novembro 2008
  • 07 Dezembro 2008
  • 14 Dezembro 2008
  • 21 Dezembro 2008
  • 28 Dezembro 2008
  • 04 Janeiro 2009
  • 11 Janeiro 2009
  • 18 Janeiro 2009
  • 25 Janeiro 2009
  • 01 Fevereiro 2009
  • 08 Fevereiro 2009
  • 15 Fevereiro 2009
  • 22 Fevereiro 2009
  • 01 Março 2009
  • 08 Março 2009
  • 15 Março 2009
  • 22 Março 2009
  • 29 Março 2009
  • 05 Abril 2009
  • 12 Abril 2009
  • 19 Abril 2009
  • 26 Abril 2009
  • 03 Maio 2009
  • 10 Maio 2009
  • 17 Maio 2009
  • 24 Maio 2009
  • 31 Maio 2009
  • 07 Junho 2009
  • 14 Junho 2009
  • 21 Junho 2009
  • 28 Junho 2009
  • 05 Julho 2009
  • 12 Julho 2009
  • 19 Julho 2009
  • 26 Julho 2009
  • 02 Agosto 2009
  • 09 Agosto 2009
  • 16 Agosto 2009
  • 23 Agosto 2009
  • 30 Agosto 2009
  • 06 Setembro 2009
  • 13 Setembro 2009
  • 20 Setembro 2009
  • 27 Setembro 2009
  • 04 Outubro 2009
  • 11 Outubro 2009
  • 18 Outubro 2009
  • 25 Outubro 2009
  • 01 Novembro 2009
  • 08 Novembro 2009
  • 15 Novembro 2009
  • 22 Novembro 2009
  • 29 Novembro 2009
  • 06 Dezembro 2009
  • 13 Dezembro 2009
  • 20 Dezembro 2009
  • 27 Dezembro 2009
  • 03 Janeiro 2010
  • 10 Janeiro 2010
  • 17 Janeiro 2010
  • 31 Janeiro 2010
  • 07 Fevereiro 2010
  • 14 Fevereiro 2010
  • 21 Fevereiro 2010
  • 28 Fevereiro 2010
  • 07 Março 2010
  • 14 Março 2010
  • 21 Março 2010
  • 28 Março 2010
  • 04 Abril 2010
  • 11 Abril 2010
  • 18 Abril 2010
  • 25 Abril 2010
  • 02 Maio 2010
  • 09 Maio 2010
  • 16 Maio 2010
  • 23 Maio 2010
  • 30 Maio 2010
  • 06 Junho 2010
  • 13 Junho 2010
  • 20 Junho 2010
  • 27 Junho 2010
  • 04 Julho 2010
  • 11 Julho 2010
  • 18 Julho 2010
  • 25 Julho 2010
  • 01 Agosto 2010
  • 08 Agosto 2010
  • 15 Agosto 2010
  • 22 Agosto 2010
  • 29 Agosto 2010
  • 05 Setembro 2010
  • 12 Setembro 2010
  • 19 Setembro 2010
  • 26 Setembro 2010
  • 03 Outubro 2010
  • 10 Outubro 2010
  • 17 Outubro 2010
  • 24 Outubro 2010
  • 31 Outubro 2010
  • 07 Novembro 2010
  • 14 Novembro 2010
  • 21 Novembro 2010
  • 28 Novembro 2010
  • 05 Dezembro 2010
  • 12 Dezembro 2010
  • 19 Dezembro 2010
  • 26 Dezembro 2010
  • 02 Janeiro 2011
  • 09 Janeiro 2011
  • 16 Janeiro 2011
  • 23 Janeiro 2011
  • 30 Janeiro 2011
  • 06 Fevereiro 2011
  • 13 Fevereiro 2011
  • 20 Fevereiro 2011
  • 27 Fevereiro 2011
  • 06 Março 2011
  • 13 Março 2011
  • 20 Março 2011
  • 27 Março 2011
  • 03 Abril 2011
  • 10 Abril 2011
  • 17 Abril 2011
  • 24 Abril 2011
  • 01 Maio 2011
  • 08 Maio 2011
  • 15 Maio 2011
  • 22 Maio 2011
  • 29 Maio 2011
  • 05 Junho 2011
  • 12 Junho 2011
  • 19 Junho 2011
  • 26 Junho 2011
  • 03 Julho 2011
  • 10 Julho 2011
  • 17 Julho 2011
  • 24 Julho 2011
  • 31 Julho 2011
  • 07 Agosto 2011
  • 14 Agosto 2011
  • 21 Agosto 2011
  • 28 Agosto 2011
  • 04 Setembro 2011
  • 11 Setembro 2011
  • 18 Setembro 2011
  • 25 Setembro 2011
  • 02 Outubro 2011
  • 09 Outubro 2011
  • 16 Outubro 2011
  • 23 Outubro 2011
  • 30 Outubro 2011
  • 06 Novembro 2011
  • 13 Novembro 2011
  • 20 Novembro 2011
  • 27 Novembro 2011
  • 04 Dezembro 2011
  • 11 Dezembro 2011
  • 18 Dezembro 2011
  • 25 Dezembro 2011
  • 01 Janeiro 2012
  • 08 Janeiro 2012
  • 15 Janeiro 2012
  • 22 Janeiro 2012
  • 29 Janeiro 2012
  • 05 Fevereiro 2012
  • 12 Fevereiro 2012
  • 19 Fevereiro 2012
  • 26 Fevereiro 2012
  • 04 Março 2012
  • 11 Março 2012
  • 18 Março 2012
  • 25 Março 2012
  • 01 Abril 2012
  • 08 Abril 2012
  • 15 Abril 2012
  • 22 Abril 2012
  • 29 Abril 2012
  • 06 Maio 2012
  • 13 Maio 2012
  • 20 Maio 2012
  • 27 Maio 2012
  • 03 Junho 2012
  • 10 Junho 2012
  • 17 Junho 2012
  • 24 Junho 2012
  • 01 Julho 2012
  • 08 Julho 2012
  • 15 Julho 2012
  • 22 Julho 2012
  • 29 Julho 2012
  • 05 Agosto 2012
  • 12 Agosto 2012
  • 19 Agosto 2012
  • 26 Agosto 2012
  • 02 Setembro 2012
  • 09 Setembro 2012
  • 16 Setembro 2012
  • 23 Setembro 2012
  • 30 Setembro 2012
  • 07 Outubro 2012
  • 14 Outubro 2012
  • 21 Outubro 2012
  • 28 Outubro 2012
  • 04 Novembro 2012
  • 11 Novembro 2012
  • 18 Novembro 2012
  • 25 Novembro 2012
  • 02 Dezembro 2012
  • 09 Dezembro 2012
  • 16 Dezembro 2012
  • 23 Dezembro 2012
  • 30 Dezembro 2012
  • 06 Janeiro 2013
  • 13 Janeiro 2013
  • 20 Janeiro 2013
  • 27 Janeiro 2013
  • 03 Fevereiro 2013
  • 10 Fevereiro 2013
  • 17 Fevereiro 2013
  • 24 Fevereiro 2013
  • 03 Março 2013
  • 10 Março 2013
  • 17 Março 2013
  • 24 Março 2013
  • 31 Março 2013
  • 07 Abril 2013
  • 14 Abril 2013
  • 21 Abril 2013
  • 28 Abril 2013
  • 05 Maio 2013
  • 12 Maio 2013
  • 19 Maio 2013
  • 26 Maio 2013
  • 02 Junho 2013
  • 09 Junho 2013
  • 16 Junho 2013
  • 23 Junho 2013
  • 30 Junho 2013
  • 07 Julho 2013
  • 14 Julho 2013
  • 21 Julho 2013
  • 28 Julho 2013
  • 04 Agosto 2013
  • 11 Agosto 2013
  • 18 Agosto 2013
  • 25 Agosto 2013
  • 01 Setembro 2013
  • 08 Setembro 2013
  • 15 Setembro 2013
  • 22 Setembro 2013
  • 29 Setembro 2013
  • 06 Outubro 2013
  • 13 Outubro 2013
  • 20 Outubro 2013
  • 27 Outubro 2013
  • 03 Novembro 2013
  • 10 Novembro 2013
  • 17 Novembro 2013
  • 24 Novembro 2013
  • 01 Dezembro 2013
  • 08 Dezembro 2013
  • 15 Dezembro 2013
  • 22 Dezembro 2013
  • 29 Dezembro 2013
  • 05 Janeiro 2014
  • 12 Janeiro 2014
  • 19 Janeiro 2014
  • 26 Janeiro 2014
  • 02 Fevereiro 2014
  • 09 Fevereiro 2014
  • 16 Fevereiro 2014
  • 23 Fevereiro 2014
  • 02 Março 2014
  • 09 Março 2014
  • 16 Março 2014
  • 23 Março 2014
  • 30 Março 2014
  • 06 Abril 2014
  • 13 Abril 2014
  • 20 Abril 2014
  • 27 Abril 2014
  • 04 Maio 2014
  • 11 Maio 2014
  • 18 Maio 2014
  • 25 Maio 2014
  • 01 Junho 2014
  • 08 Junho 2014
  • 15 Junho 2014
  • 22 Junho 2014
  • 29 Junho 2014
  • 06 Julho 2014
  • 13 Julho 2014
  • 20 Julho 2014
  • 27 Julho 2014
  • 03 Agosto 2014
  • 10 Agosto 2014
  • 17 Agosto 2014
  • 24 Agosto 2014
  • 31 Agosto 2014
  • 07 Setembro 2014
  • 14 Setembro 2014
  • 21 Setembro 2014
  • 28 Setembro 2014
  • 05 Outubro 2014
  • 12 Outubro 2014
  • 19 Outubro 2014
  • 26 Outubro 2014
  • 02 Novembro 2014
  • 09 Novembro 2014
  • 16 Novembro 2014
  • 23 Novembro 2014
  • 30 Novembro 2014
  • 07 Dezembro 2014
  • 14 Dezembro 2014
  • 21 Dezembro 2014
  • 28 Dezembro 2014
  • 04 Janeiro 2015
  • 11 Janeiro 2015
  • 18 Janeiro 2015
  • 25 Janeiro 2015
  • 01 Fevereiro 2015
  • 08 Fevereiro 2015
  • 15 Fevereiro 2015
  • 22 Fevereiro 2015
  • 01 Março 2015
  • 08 Março 2015
  • 15 Março 2015
  • 22 Março 2015
  • 29 Março 2015
  • 05 Abril 2015
  • 12 Abril 2015
  • 19 Abril 2015
  • 26 Abril 2015
  • 03 Maio 2015
  • 10 Maio 2015
  • 17 Maio 2015
  • 24 Maio 2015
  • 31 Maio 2015
  • 07 Junho 2015
  • 14 Junho 2015
  • 21 Junho 2015
  • 28 Junho 2015
  • 05 Julho 2015
  • 12 Julho 2015
  • 19 Julho 2015
  • 26 Julho 2015
  • 02 Agosto 2015
  • 09 Agosto 2015
  • 16 Agosto 2015
  • 23 Agosto 2015
  • 30 Agosto 2015
  • 06 Setembro 2015
  • 13 Setembro 2015
  • 20 Setembro 2015
  • 27 Setembro 2015
  • 04 Outubro 2015
  • 11 Outubro 2015
  • 18 Outubro 2015
  • 25 Outubro 2015
  • 01 Novembro 2015
  • 08 Novembro 2015
  • 15 Novembro 2015
  • 22 Novembro 2015
  • 29 Novembro 2015
  • 06 Dezembro 2015
  • 13 Dezembro 2015
  • 20 Dezembro 2015
  • 27 Dezembro 2015
  • 03 Janeiro 2016
  • 10 Janeiro 2016
  • 17 Janeiro 2016
  • 31 Janeiro 2016
  • 07 Fevereiro 2016
  • 14 Fevereiro 2016
  • 21 Fevereiro 2016
  • 28 Fevereiro 2016
  • 06 Março 2016
  • 13 Março 2016
  • 20 Março 2016
  • 27 Março 2016
  • 03 Abril 2016
  • 10 Abril 2016
  • 17 Abril 2016
  • 24 Abril 2016
  • 01 Maio 2016
  • 08 Maio 2016
  • 15 Maio 2016
  • 22 Maio 2016
  • 29 Maio 2016
  • 05 Junho 2016
  • 12 Junho 2016
  • 19 Junho 2016
  • 26 Junho 2016
  • 03 Julho 2016
  • 10 Julho 2016
  • 17 Julho 2016
  • 24 Julho 2016
  • 31 Julho 2016
  • 07 Agosto 2016
  • 14 Agosto 2016
  • 21 Agosto 2016
  • 28 Agosto 2016
  • 04 Setembro 2016
  • 11 Setembro 2016
  • 18 Setembro 2016
  • 25 Setembro 2016
  • 02 Outubro 2016
  • 09 Outubro 2016
  • 16 Outubro 2016
  • 23 Outubro 2016
  • 30 Outubro 2016
  • 06 Novembro 2016
  • 13 Novembro 2016
  • 20 Novembro 2016
  • 27 Novembro 2016
  • 04 Dezembro 2016
  • 11 Dezembro 2016
  • 18 Dezembro 2016
  • 25 Dezembro 2016
  • 01 Janeiro 2017
  • 08 Janeiro 2017
  • 15 Janeiro 2017
  • 22 Janeiro 2017
  • 29 Janeiro 2017
  • 05 Fevereiro 2017
  • 12 Fevereiro 2017
  • 19 Fevereiro 2017

  • Que é difícil, é

    A Brigada Anti-Lacoste lançou o seu terrível sétimo desafio.
    Quem quiser participar nesta disputa face a perguntas bem tramadas, siga por aqui




    Não basta ter iniciativa



    A história de Nicolas (um nome fictício) terminou em bem.
    É uma das muitas histórias de comportamentos de risco com um final feliz, razão pela qual fomos entrevistá-lo a Faro, sentados tranqüilamente numa esplanada (o trema tinha que ser).

    H Gasolim Ultramarino: Então conte-nos lá como tudo aconteceu...
    Nicolas: Bem, é uma longa história. Temos que recuar alguns anos...
    HGU: Temos tempo.
    (pedimos uns cafés e uns bolos de amêndoa)
    N: No final dos anos 80, no decurso de uma excursão a Espanha, arranjei por lá uma namorada. Por sinal, era um amigo meu que se estava a preparar para a caçar, mas eu consegui manobrar a coisa cá para o meu lado...
    HGU: Então e isso faz-se?
    N: Podia (re)citar-lhe vários ditados portugueses alusivos, mas não o faço. Aconteceu, o que é que se há-de fazer? Ademais, o meu amigo era casado.
    HGU: E o Nicolas à época, era solteiro?
    N: Eu? Não. Claro que não. Só em Espanha é que era solteiro. É que nunca me casei em Espanha.
    HGU: Ah!
    (os bolos são espectaculares)
    HGU: Traga mais dois, se faz favor!
    N: Estas esplanadas fazem-me lembrar Espanha!
    HGU: Se calhar é por causa dos espanhóis que aqui estão.
    N: Acho que não. Tudo me lembra Espanha, entiendes?
    HGU: Sim. Mas ainda não está muito clara a relação entre esse episódio e a sua história...
    N: Pois, a vida é assim, nem sempre é fácil chegar onde se quer. Eu, por exemplo, demorei uns anos e corri inúmeros riscos...
    HGU: Voltemos ao assunto, arranjou uma namorada em Espanha...
    N: Sim. Não é isso uma tradição portuguesa?
    HGU: É?
    N: Creio que sim.
    HGU: Muito bem, seja. Continue, por favor.
    N: Ora, o meu amigo calcula o que foi. A namorada lá, a mulher cá. O problema que era o telefone...
    HGU: E a caixa do correio...
    N: O correio, não. Dei-lhe a morada dos meus pais. Se perguntassem alguma coisa, seriam cartas de uma antiga namorada.
    HGU: E quanto tempo durou isso?
    N: Quanto tempo durou? Anos a fio.
    HGU: Quer dizer que ia frequentemente a Espanha?
    N: Ia, claro. Mas ela também veio algumas vezes a Portugal. Até aos Açores foi comigo. Imagina o que é uma lua-de-mel nos Açores...
    HGU: Mas e aqui, no continente? Como é que isso era feito, onde é que ela ficava?
    N: Ficávamos por aí, em zonas turísticas. A minha vida itinerante proporcionava isso.
    HGU: Sempre longe da sua casa...
    N: Sempre longe da minha casa. Apesar disso, uma vez ao jantar cruzei-me com um grupo de amigos dos meus pais. Mas foram de um discrição completíssima, nada de comprometedor, antes pelo contrário.
    HGU: E nunca ela lhe sugeriu o casamento, ao fim de tantas aventuras?
    N: Ah, mas sim, claro! Chegámos a noivar.
    HGU: E depois como acabou?
    N: Bem, acabou. Chegou uma altura em que já era impossível mantê-la longe da minha casa...
    HGU: Claro que isso nunca fez...
    N: Ah, mas fiz!
    HGU: Fez? Quer dizer que a trouxe a sua casa?
    N: Sim. Vou contar-lhe como foi. Numa altura em que a mulher e os filhos se encontravam de férias, resolvi convidá-la.
    HGU: Cafés?
    N: Venham eles! Mas dizia eu que a convidara para minha casa. Assim que me decidi, havia apenas que superar uma dificuldade, a qual era esconder anos de vida da família ali passados. Digo-lhe que não é tarefa fácil. Tenho a sorte de morar num prédio com uma uma geometria muito peculiar em planta, o que possibilitou a eliminação de dois quartos e de uma casa de banho, onde ocultei tudo o que pude, sem que essa ocultação suscitasse a mais pequena suspeita.
    HGU: Eliminou dois quartos e uma casa de banho? Mas como?
    N: No corredor de acesso, construí um tabique em placa de gesso e encostei-lhe uma estante pesada, de forma a evitar qualquer acidente com a frágil placa. Ficou tão aceitável que ninguém diria que por detrás daquela estante havia mais casa.
    HGU: Foi então que...
    N: Sim, um fiscal da câmara que me viu a transportar baldes de gesso, bateu-me à porta. Já tinha a obra nos acabamentos, estava a fazer os remates...
    HGU: E ele foi lá ver de que obra se tratava?
    N: Sim, queria saber se estava a fazer algumas alterações na casa. É claro que eu lhe disse que não, que eram só uns retoques no estuque das paredes...
    HGU: E depois?
    N: Ele lá fez um relatório, mais ou menos de cenho franzido, e não sei porquê foi verificar o cadastro da casa. Viu então que era um T6. Voltou lá e viu um T4, que era exactamante do que ele se lembrava. A coisa deu um pequeno sururu, porque eu tinha feito alterações ao projecto sem licença.
    HGU: E como é que se resolveu?
    N: Meu caro amigo, você imagina a minha dificuldade em explicar isto a quem não esteja como o meu amigo, receptivo a certas liberdades de imaginação...
    HGU: Calculo. E a sua mulher, não deu por nada?
    N: Deu. Viu as marcas na parede e perguntou o que era aquilo.
    HGU: E o que é que lhe disse?
    N: Disse-lhe que tinha experimentado fazer um arco no corredor, mas que não tinha ficado em condições, por isso tinha desistido. E que depois logo lixava as imperfeições. Sabe que este pormenor de desleixo é necessário para credibilizar o argumento...
    HGU: Recebeu então a espanhola?
    N: Claro. Correu tudo na perfeição. Mas depois fui a Espanha e acabámos tudo. Sabe, eu já frequentava a casa dos pais dela, conhecia a família...
    HGU: Deixou-se de aventuras...
    N: Não exactamente. Sabe o que é que é estranho? Cada vez que saio com uma mulher, dou com ela a perguntar-me: "Porque é que me estás a falar em espanhol?"



    Gasolim em pedras




    Agradecimento

    Se não fosse o amigo do Descalabro, a opção dos comentários ainda estaria a dar erro.
    Esta besta que se assina Manuel e mantém o H Gasolim nem se lembrou de testar os ditos comentários...
    Por favor, não comentem este post...
    Eu sei que fui burro. Confianças cegas...
    Um obrigado ao homem do Descalabro.




    A volta ao mundo por um centavo



    Uma das histórias preferidas de um dos meus avós era a aventura de um homem dele conhecido que certa vez viera da serra a Lisboa, em primeira viagem.
    De entre as inúmeras coisas com que ficara maravilhado, havia a visita ao Jardim Zoológico.
    Feitas as contas pelo viajante, exultava frente ao meu avô:
    “Sabe que não saiu a tostão cada bicho?”
    As voltas da vida puseram-me há pouco mais de um ano frente a umas caixas e a uns caixotes contendo moedas, vindas de heranças e de ajuntamento próprio, que quase se constituem em colecção.
    Olhando para elas, decidi-me a acrescentá-las com as novas moedas correntes.
    Mas como as moedas correntes são hoje cunhadas em várias origens, meti-me num desafio um bocadinho complicado.
    Percebi entretanto que o facto de não ter uma colecção mas um conjunto desarrumado de moedas significava que me faltavam moedas facilimas de obter e, pasme-se, tinha algumas moedas valiosas e raras.
    E, de repente, em pouco mais de um ano, eis que quase duplico o número de moedas diferentes que possuo. É tudo uma questão de empenhamento, está visto.
    Ora isto coloca-me frente ao meu agora habitual fornecedor de jornais, revistas e tabaco, comentando a moeda que acabara de me entregar num troco.
    A figura que ali estava no papel de comentador, encostada ao balcão dos totolotos, saiu à liça.
    Se não seria o caso de eu ter um certo cêntimo grego que pudesse trocar com ele.
    Disse-lhe que sim. A cara do homem não me era estranha. Nesta nova vizinhança, já começo a fixar alguns rostos que disputam comigo um espaço ao balcão do café. E por isso lhe disse que contasse com a moeda tão cedo nos cruzássemos na senda da cafeína.
    Mas por não o ter encontrado no espaço de uma semana, lá resolvi fazer fiel depositário o fornecedor de jornais.
    Hoje, fui interceptado na rua. O homem agradecia-me o gesto e trazia com ele um saco de moedas de onde esperava poder recompensar-me.
    Recompensou-me com um volta ao mundo. Começando em Marrocos, passando pela URSS, por Cuba, pelas duas Alemanhas, pelo Irão, por vários países africanos e terminando na terra dos filisteus.
    Com objectos que não vi, mas que me descreveu. Tapetes persas, jarras marroquinas, relógios russos, microprocessadores, um mundo de aventuras.
    Não saiu de facto a tostão cada bicho.
    E ainda me quer recompensar.



    Gasolim na água

    por interposta pessoa



    foto de MSMS



    A peste negra

    A última grande praga abalou o mundo há cerca de oitenta e cinco anos.
    Tive oportunidade de ouvir alguns relatos da época, pelos meus avós que eram já adultos na altura.
    A dama da gadanha deixou um largo rasto por onde passou.
    Volta e meia, há destes alarmismos. E se...
    A questão é como a do terramoto em Lisboa. Não é uma questão de se, mas de quando.
    Temos armas a favor. Afinal, a medicina embora navegue ainda em águas escuras, evoluiu. A bioquímica era quase embrionária na época e desenvolveu-se consideravelmente.
    Mas temos muita coisa em desfavor. A mobilidade dos homens, dos micro-organismos. E a consolidação dos conceitos de liberdade individual.
    É esta última a mais problemática. A luta será entre a sobrevivência da espécie e a dos indivíduos que a compõem. Mas em última análise, será da própria vida, independentemente da forma em que se apresenta.



    imagem de




    Confiança cega



    O que é a confiança?
    Quando alguém que conhecemos bem e nos merece a dita, nos diz algo de insólito, acreditamos sempre?
    Estás a brincar!
    Estás enganado!
    Não acredito!
    É muitas vezes a nossa reacção. Sabemos que a pessoa não nos está a mentir, mas pode estar a brincar connosco ou até estar equivocada.
    Temos sempre um limite de credulidade.
    Nas notas de 1000 escudos de chapa 12, com a efígie de Teófilo Braga, havia um teste e uma aposta que se fazia amiúde.
    Perguntava-se quantas vezes se conseguia ler "Banco de Portugal" na nota em causa.
    A resposta mais frequente era: duas!
    Alguns mais atentos diziam mais umas quantas que correspondiam às do filete de segurança.
    Quase ninguém descobria mais.
    Se era um apostador a desafiar, a aposta era quase sempre a mesma:
    "Aposto que consigo encontrar pelo menos mais dez vezes a mesma designação do que tu!"
    E muitas vezes a coisa pegava, o outro virava e revirava a nota, atentava aos pormenores e aceitava o repto por umas quantas cervejas.
    E perdia.
    Certa vez, fiz essa aposta com uma pessoa que mostrava ter alguma confiança no que eu dizia.
    Quando lhe demonstrei que tinha perdido a aposta, não aceitou.
    Dizia que não conseguia lê-las.
    Pediu-se uma lupa. Continuava a dizer que não conseguia ler.
    Pediu-se aos presentes que, com a lupa, confirmassem o que estava escrito aqui e ali.
    Confirmaram.
    Depois, lá acedeu em dizer que com a lupa parecia que eu tinha razão.
    Mas não acreditava que eu ou outro alguém fosse capaz de ler aquelas letras sem auxílio de lentes.
    Ficámos por aí. Não acreditava assim no que eu lhe dizia.
    Hoje, ao lembrar-me disto, ocorre-me também que ela poderia estar a enganar-me.
    Poderia ter lido com facilidade as letras mas, danada por ter perdido a aposta e os dois cafés envolvidos, recusava-se a aceitar o veredicto.
    Seria isso? Haverá alguém que tenha confiança cega em outrem?



    Um teste

    Depois de ter activado os comentários na versão ultramarina e de o balanço ter sido positivo (menos comentários vazios e mais críticas e mais conhecimento de outros parceiros), resolvo também aqui deixar essa possibilidade, para além do habitual e-mail.
    Espero que batam forte e feio.



    Surpresa

    Ainda me surpreendo com os motores de busca.
    Alguém chegou até aqui, mercê de um busca por fertilizantes, palavra que nunca utilizei neste blogue.
    Mas porque o google reconheceu um ficheiro nitchile.jpg como sendo relacionado com a palavra em causa, aterrou aqui.
    Notável ou não?




    A caligrafia



    Quem conhecesse a caligrafia de J. aos três anos de idade, teria dificuldade em imaginar que se viesse a tornar um perfeccionista de proporções milimétricas.
    O gaiato escrevia as suas palavras apenas em maiúsculas de imprensa, sempre separadas por travessões.
    Quando lhe perguntavam porque é que ele não escrevia na mesma forma dos textos que lia, respondia que não lhe era possível mostrar às pessoas que o lessem quais as palavras em que estava a pensar. Não tinha a capacidade de controlar os espaços inter-palavras e apercebia-se disso. Para separar uma palavra de outra, lá punha o travessão. O seu maior pavor eram as palavras que incluíssem já um hífen. Nesse caso dava sempre uma explicação oral adicional.
    Para se vingar do passado, vejo-o hoje adequar o tamanho da letra ao espaço disponível.
    Com aparos de 0,1mm, escreve em tipo tão pequeno que muitos não conseguem ler. Mas a escrita é perfeita. Quase saída de um escantilhão.
    Dir-se-ia que a necessidade aguça o engenho.



    Evoluções

    É tudo uma questão de zeros e uns – de uns que passam a zeros e de zeros que passam a uns. Segundo regras simples.
    De uns rabiscos, saem estanhas formas.
    A evolução em pequeno formato.





    O que é um acidente?

    Eu não sei.
    Como todos os conceitos vagos que dependem de balizas, é difícil dizer quando é que começam e quando é que acabam.
    Comummente, um acidente é algo que acontece independentemente das preocupações de prevenção que se tomaram.
    Em abstracto, pode-se dizer que quanto maior fôr o conhecimento sobre um determinado campo, menor será a ocorrência de acidentes.
    Porque existindo conhecimento sobre o funcionamento das coisas, não se desculpam as falhas que desencadeiam catástrofes (em sentido lato).
    Ora o que sucede é que o homem, não obstante ter conhecimento dos riscos que a vida apresenta, não se demite de viver.
    Subestima riscos quotidianamente por não ser viável tudo prevenir.
    Em todas as actividades, em todos os tempos, o fez.
    A paranóia da prevenção é o contraponto da inconsciência face aos riscos.
    Parece que a vida se encarrega de formar estas correntes opostas para nos colocar no meio-termo.
    Em qualquer actividade, e sem procurarmos muito, identificamos riscos desnecessários.
    Em algumas actividades, à vista de todos, há uma prevenção redundante.
    Se é verdade que o seguro morreu de velho, também o é que é impossível tomar todas as precauções.
    Se olhássemos mais para o que nos rodeia, deixaríamos de procurar bodes expiatórios para tudo o que nos acontece.
    É a vida!



    Gasolim sobre os sinos





    Gasolim sob as pontes





    A televisão



    Certos efeitos da televisão estarão porventura ainda mal estudados.
    Sei que há muita coisa de que se fala, deste efeito e daquele, mas verifico que na maior parte dos casos não passam de teses momentâneas, sem bases e sem aprofundamento.
    Não pertenço ao clube dos que acham que o que é importante é fazer as perguntas.
    Muito menos ao dos que têm respostas para tudo.
    As perguntas que se fazem normalmente não têm pés nem cabeça. São pretensas originalidades, acompanhadas de exagerada ênfase.
    As respostas que se dão, têm o hábito de se reconhecer como definitivas e universais. Outro logro.
    Continuo convencido de que a curiosidade de um indivíduo qualquer é a chave mais perfeita para a entrada no caminho da descoberta.
    E que, sendo ou não o próprio a chegar a uma conclusão, ela será sempre cativa da estatística, da escala e do tempo.
    Posto isto, recordo-me hoje de um episódio trágico que ocorreu há uns anos nos meus sítios.
    Depois da tragédia e da morte que todos tinham presenciado, fazia-se uma pausa (catársica?) ao balcão do café.
    Quando começou o telejornal e as imagens que todos tinham na memória fresca, começaram a surgir no écran, não se ouvia uma mosca e as lágrimas corriam na face de alguns.
    Estranho momento esse.
    Curiosamente, como no jogo dos espelhos, os jornalistas estavam ali a dez metros, dentro ou fora dos estúdios móveis.

    imagem da RTP



    Geometrias

    Em tempos, colaborando com uma velha amiga, andei às voltas com estudos de estacionamento.
    Para além dos aspectos normativos e do bom senso, há uma certeza: os traços amarelos ou brancos que delimitam os lugares de estacionamento são uma necessidade.
    A incapacidade do comum dos mortais para arrumar de forma optimizada a sua viatura, de modo a permitir a outros que o façam também, requer as baias pintadas no chão.
    Caso não estejam lá, acontece o que vejo da minha janela: no parque em frente, das três zonas de estacionamento em espinha onde, em cada uma, cabem arrumados doze carros, nenhuma delas tem os doze. Há uma que tem nove, e não cabe mais nenhum.
    Venham as baias, para os cavalos se arrumarem.
    Ou seremos mais felizes sem elas?





    O meu vizinho do rés-do-chão

    O homem escrevia num semanário.
    Não era por seu meu vizinho, mas era duma lucidez notável a comentar a imprensa e os seus meandros.
    Escreveu certa vez que a quantidade de disparates na imprensa era directamente proporcional à importância que essa mesma imprensa dava aos factos.
    Deixou de escrever.
    Continua a dar aulas na universidade. Mas não é cá.



    Droga asfaltowa

    Os polacos têm razão, a estrada é uma droga.
    Uma droga de cujo fascínio dependem alguns, sem saberem bem como tudo começou.
    Como se se sentassem num cinema e embalados, dessem ordens ao realizador.
    Comigo, é disso que se trata. Não é da vertigem da velocidade, ou da competição com o da frente.
    Nem sempre a posso desfrutar, mesmo quando nela estou. Mas esforço-me por isso.
    A estrada quer-se deserta. Mas toma-se tanto molhada como seca. De noite ou de dia. Fria ou quente.




    Quando me falam

    De coisas alternativas, radicais ou biológicas, fico sempre estarrecido.
    Não se conseguiriam arranjar melhores definições?
    Ou os próprios conceitos são vazios?



    Pontes e cabos