Ano XIV
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  • No tempo dos calendários



    A memória prega-nos partidas. A uns apaga os ficheiros, a outros baralha-os, a mim, sem que não tenha deixado de fazer coisa e outra, traz-me às vezes para o acesso rápido ficheiros de há décadas.
    Hoje foi uma foto que eu extraí de um vídeo da BBC.
    Devo aqui dizer o seguinte: a maior parte das imagens que aqui insiro são de má qualidade. Isso deve-se ao facto de serem quase todas extractos de vídeo.
    Algumas, poucas, são tiradas de trechos de emissões de televisão e devidamente identificadas.
    A maior parte é extraída de gravações próprias.
    Raramente são fotografias digitalizadas e que me recorde, nem uma é fotografia digital.
    Fica assim explicada a falta de qualidade. Talvez também não me interesse colocar aqui fotos de alta definição.
    Adiante.
    Essa imagem que por aqui anda há anos, suscitou-me hoje a necessidade de falar sobre os calendários que costumavam aparecer lá em casa, por esta época.
    Os calendários eram de origem nórdica. Não posso dizer de que país eram. Talvez suecos.
    Tinham como é hábito, uma fotografia para cada mês.
    A mim, encantavam principalmente as fotografias de inverno.
    Recordo-me vagamente de algumas. Da luz espectral que nelas surgia. De uma igreja em campo de neve, sob um céu azul cru, em cujas janelas se adivinhava um interior inundado de luz amarela.
    De um preto-e-branco ferroviário (de onde vem hoje a inspiração) igual a tantos outros, mas diferente. Diferente pela mulher que caminhava ao longo dos carris, diferente pela qualidade da composição.
    É um disparate estar a tentar descrever o que é indescritível. Todos sabem do que falo, do encanto de uma imagem, que tanto pode ser fabricada como não.
    Hoje estou assim. A lembrar-me de coisas inacessíveis, mais uma vez.
    Esta imagem da BBC foi retirada de uma reportagem em que, a propósito dos repetidos acidentes ferroviários que aconteceram na Reino Unido nos últimos anos, se chamava a atenção para a dificuldade que os maquinistas sentem em identificar em certos troços o semáforo correspondente à via onde circulam.



    Caros pára-quedistas:

    Lamento informar que não disponho de casas para alugar.
    Não tenho aqui imagens de mulheres nuas.
    Não forneço desdobramentos de totobola ou totoloto. E o software não está à venda.
    Estou mal informado sobre os programas de passagem de ano no reino do Algarve.
    E, finalmente, estudantes brasileiros, sobre a salsaparrilha há muito melhor informação do que a que pôde dar SG nos seus desequilibrados textos.
    Mesmo assim, espero que voltem.
    Há sempre os disparates habituais por aqui.



    O correspondente de “O Século”

    As vantagens dos correspondentes na imprensa nacional eram várias:
    Sabiam sempre o nome da terra onde se encontravam, a que concelho e distrito pertenciam.
    Normalmente identificavam bem, pelo número, a estrada nacional que servia o local.
    Sabiam distinguir a flora e a fauna locais, incluindo a humana, não se enganando também no nome dos entrevistados.
    Não se espantavam por os dias mais frios serem solarengos, nem acreditavam que o verão daquele ano fosse o mais quente de sempre.
    Tinham limitações, é verdade. Só se soube que o meu amigo V.F. tinha trincado uma moeda de 2$50 que estava dentro de um papo-seco, três dias depois do ocorrido.



    Fenómenos seculares



    A bitola da engenharia era construir prevendo riscos com uma determinada probabilidade de ocorrência.
    Os chamados fenómenos seculares (com períodos de retorno da ordem dos 100 anos ou mais) eram excluídos, por três razões determinantes:
    A baixa probabilidade de ocorrência durante a vida útil da construção.
    O elevado custo de uma solução "hiper-resistente" para casos de solicitações extremas e conhecidas.
    A incapacidade de prever a forma como alguns fenómenos extraordinários actuariam sobre a construção.
    A juntar às tradicionais solicitações calculadas (ventos, sismos, forças hidráulicas, etc.) soma-se agora outra, igualmente secular.
    A ser verdade que os prédios que ruem quando se lhes escavam as fundações são todos seculares, existe uma justificação forte que iliba os projectistas: trata-se de um risco desprezado por improvável.



    Diálogo$

    Não é erro do editor, não.
    Não é nenhuma variável de texto. É numérica. É o diálogo$.
    Houve uma época em que proliferou.
    Não havia caderno reivindicativo que não contivesse uma alusão ao diálogo$.
    Queremos mais diálogo$.
    Sem diálogo$ não se compram melões.
    Se não há diálogo$, vamos para a greve.
    Agora volta de novo a carência de diálogo$.
    Já se começam a ouvir as vozes ansiosas por conversação.
    Não se aceitam prepostas. Queremos propostas. Queremos diálogo$.
    Eu limito-me a monologar.



    Gasolim ao frio




    O Teatro Circo



    Nem uma coisa nem outra.
    Vá-se lá saber porquê.
    Se em pequeno as poucas experiências circenses foram um desastre de tédio e tirem-me daqui para fora, as experiências posteriores com a boca de cena não foram mais animadoras.
    Ah, Londres, em Londres é que é.
    Devias ir a Londres ver uma peça.
    Bem, devo-vos dizer que me passeei intrigado (comigo próprio) entre as filas de espectadores à porta dos teatros da corte de Saint James. Mas o impulso derradeiro não surgiu. Provavelmente também não iria encontrar um bilhetinho à venda para um dos dias em que lá permaneci.
    Fica assim por fazer o último teste.
    A verdade é que se me instalou esta ideia de que o teatro teve a sua época. Que o cinema é um teatro em evolução. Sei, bem sei, que o cinema é outra coisa, cheio de truques e que é no teatro que se percebe um actor. Mas fazer o quê? As experiências que fiz, e foram várias, não me agradaram nada. Talvez esta rusticidade congénita (valha-me São Rústico) não me deixe urbanizar mais do que a conta.
    Há porém um dado nesta história que é fortemente contraditório.
    Eu que não sou propriamente um melómano, gosto afinal de ópera. É escusado dizer que não há coisa que mais tédio me dê do que um bom filme musical. Isso é o supremo fastio.
    Insanável esta contradição? O homem não gosta de teatro e gosta de cinema. Gosta de ópera e não consegue ver um filme musical...
    A verdade é, como diria o outro, não tem nada a ver. Porque é não se há-de gostar de uma coisa e abominar outra?
    Para concluir, só vos digo que melhor do que a última récita a que assisti, e já passaram alguns anos, foi o ensaio a que me deixaram assistir, em camarote alto.
    Não havia mais ninguém em São Carlos além do elenco e dos técnicos.
    Apenas este parvo empoleirado num camarote a desenhar.
    O som é completamente diferente com a sala vazia. Há a depuração do ruído de fundo. E os próprios gritos de interrupção soam como parte do espectáculo. Magnífico.

    imagem do Teatro Circo de Braga em http://www.min-cultura.pt/Noticias/MecenatoCnt.html



    O moínho sem velas ou um momento brejeiro

    Um casarão vazio é uma tentação.
    Para crianças de seis, sete, oito, dez anos é um mundo.
    Para mim, eram também memórias. De anos ainda mais tenros.
    A casa fechada, o quintal acessível, onde ainda existia a pista de obstáculos entre a cavalariça e a escada das traseiras. A casa dos meus avós.
    No terraço da casa de banho jogávamos à calha.
    Um dia, um objecto de louça ali caído chamou-me a atenção.
    Parecia um moínho de presépio a que faltava o eixo e as velas. Dom Quixote decerto teria passado por ali.
    Faltava-lhe um bocado da base, mas dava para perceber que era um moínho sem porta, com duas pedras grandes quase cravadas na parede.
    Ao fim de uns minutos de curiosidade, voltei a colocá-lo no canto onde o encontrara.

    Tempos depois, no alambique da serra onde íamos por medronho, a um dos meus tios foi dado a provar o destilado.
    Quando acabou de beber, deu um berro e quase atirou a canequinha para o chão.
    Os demais riram-se. Uns mais, outros menos.
    Passado um bocado, consegui pegar na canequinha sem que ninguém desse por isso.
    Tinha lá dentro um moínho igual. Só que este não pretendia ser moínho, via-se bem o que era.



    Bate certo ou talvez não



    A segunda foto não foi manipulada. It's reality show. A primeira obviamente também não.



    Licenças em dia

    Cai um prédio.
    Tal como um dente na gengiva, tinha perdido o vizinho do lado.
    A primeira coisa que ouço é que o prédio em construção, no buraco do lado, estava licenciado. É uma coisa importantíssima para apurar seja o que fôr.
    Uns tempos atrás, caiu uma laje de um edifício em construção.
    A primeira coisa que ouvi é que o dito edifício violava o PDM quanto à localização.
    Importantíssimo para apurar as causas da derrocada.
    Ainda bem que não tenho ouvido as declarações em todas as ocasiões do género.
    Onde é que anda a gente capaz?



    Quem está a seguir para pagar?

    Faz favor!
    Era assim que estava a Tesouraria da Fazenda Pública cá do bairro, há uma hora atrás.
    Fila única mas com excepções que cada um tem que adivinhar.
    Na Repartição de Finanças, ali ao lado, a confusão de avisos, a ininteligível sequência de rolos de senhas de espera, senha verde em invólucro côr-de-rosa, senha rosa em maquineta azul, balcão de execuções não é preciso senha.
    Como sempre, é preciso pensar pela cabeça de quem lá põe as folhas A4 com as indicações. Se escreveu isto, é porque quer dizer aquilo. Às vezes, dou razão aos americanos e aos seus manuais exaustivamente explicativos.
    Mas descobri ainda mais.
    A primeira experiência de execução fiscal.
    É certo que a contribuição autárquica se tem pago nos últimos anos em Abril. Certo.
    Todos devemos saber disso. Certo.
    Mas é também certo que certas repartições de finanças não falham com o aviso. Chega sempre a horas. É portanto de aviso na mão que todos pagamos, no Multibanco ou de outra forma qualquer.
    Mas descobri agora que há repartições que não enviam o aviso a que estávamos habituados.
    E o contribuinte esquece-se de pagar. Aconteceu-me. Devia ter-me lembrado? Pois devia.
    Obrigam-nos assim a ir levantar uma guia de pagamento ao balcão. E poupam a despesa dos impressos e do correio. OK.
    E o contribuinte lá paga os juros de mora, etc.
    É o deficit, é o deficit - diria um certo cantor brasileiro - um patinho eu sou!



    O chalet da condessa



    Faz hoje anos.
    Dezassete.
    Na falta do Rei-consorte e da amante legítima que lhe aconchegou a viuvez, estávamos nós a pisotear as folhas secas pela manhã.
    Não consegui mostrar-te a serra toda, os ralis, mas mostrei-te as minhas estradas de eleição.
    O que será feito do teu vestido de lã?

    imagem em http://www.malhatlantica.pt/sintra/gardens/j3.htm



    Desde cedo



    O Centro Comercial Colombo não veio suprir a falta do Desde Cedo.
    É verdade, tal centro de atracção não tem hoje paralelo nas redondezas.
    Não era nada de sedimentado, não pensem.
    Era até muito provisório e episódico.
    Tinha lugar a certas quartas-feiras que alguns denominavam europeias. Como se em Benfica pudesse haver quartas-feiras de outro continente.
    Mas era um mundo de cheiros a petisco sem rival.
    Vinham os homens do morangueiro na malga, os da entremeada e da febra, os das sandes de molho, das bifanas, eu sei lá!
    Bancas à dúzia e bancos corridos de madeira, espias e cordame, grelhadores de bidom, todas as maravilhas do mundo.
    Eu e o R.C., correndo o risco de algum fiscal mais atento nos apanhar sem bilhete pá bola em plena gare de iguarias, lá estávamos sempre torcendo pelas águias (ainda que nem um nem outro tenhamos tais simpatias) para que o estojo se renovasse na jornada seguinte.
    Agora, é um deserto.
    Deserto não será, sempre lá estarão umas quantas roulottes, creio eu. Mas nunca mais voltei ao sítio do morangueiro e dos exames de condução.
    E já agora, porque é que nunca nos entrevistaram? Não havia quarta-feira europeia na Luz que não tivesse destaque nos telejornais, abrindo em panorâmica e sempre assim:
    "Desde cedo...os espectadores foram afluindo..."

    Nota: quem baptizou o local não fui eu, foi o R.C.

    imagem do Estádio da Luz tirada daqui



    À nora

    Houve uma questão qualquer que me chegou aos ouvidos, era no tempo do Netpac, parece que queriam que eu lá o fosse instalar.
    Mas a coisa morreu e nunca mais pensei no assunto.
    Ao fim de umas semanas, ela disse-me: "Parece que afinal tens que lá ir por causa da Internet."
    "Então? Ainda não instalaram?"
    "Já! Já instalaram" - disse com o sorriso malandro que tão bem lhe fica.
    "Então? Não sabem trabalhar com o Netscape?"
    "Não, não é isso. Querem saber o que é que hão-de procurar."
    "Procurar? Não estou a perceber."
    "Sim. Querem saber o que é que hão-de procurar na Internet!"



    Gasolim ao negro



    sem o Toyota



    O cigano do amor



    Já sei que sou um rústico.
    Já sei que quem nasce para dez réis nunca chega a vintém.
    Mas não consigo conter estas manifestações mentais de saudosismo que me levam a acordar cantando essa inolvidável melodia que enchia o ar abaixo e acima dos discos voadores vermelhos, verdes e azuis.
    Nada, nem o cheiro dos frangos com pó, nem a perícia dos banqueiros do gaitinha, nem o microfone com lenço dos mascates, nem a confusão de plásticos de todas as cores, nem o aroma gorduroso das farturas me vem tantas vezes à memória.
    Talvez porque todo o resto é ainda avistável ou sensível, ainda que em versões modernas, a dôr seja mais funda. Do Cigano do Amor nem mais um acorde. É pena.
    Não me contentaram as "vinte e quatro rosas", "maravilhoso coração maravilhoso" ou os Gipsy Kings.
    Continuo a gostar de feiras, mas nunca mais viverei em êxtase.



    Mais disparates



    É sempre difícil, já o disse, identificar o indivíduo para quem falam políticos, jornalistas, etc.
    Porque a confusão quanto à capacidade de entendimento do dito receptor é grande, porque a confusão na mente emissora é considerável, saem coisas incompreensíveis.
    Repete-se, desde há algum tempo, em relação à SIDA uma curiosa catadupa de afirmações categóricas:
    "Há grupos de risco."
    "Já não há grupos de risco. O que há são comportamentos de risco."
    "Já não há comportamentos de risco."
    Se o assunto não fosse sério, a gente ria-se um bocado.
    Primeiro, é preciso recuar à primeira fase do conhecimento generalizado da doença.
    Final da década de oitenta.
    As previsões eram catastróficas, recordo-me de ter feito contas baseadas nas taxas de contaminação previstas e o que obtinha era uma probabilidade mínima de qualquer um de nós estar vivo hoje em dia, no ano de 2003.
    Mas isso é o costume, também. Fala sempre mais quem não sabe o que diz. Agitam-se monstros inverosímeis que se voltam contra os titeriteiros, desacreditando-os.
    Agora há coisas que são tão simples que eu não consigo perceber a confusão que geram.
    Primeiro o conceito de comportamento de risco e de grupo de risco.
    Estamos a falar da transmissão de uma doença. Sabendo-se o que se sabe sobre as vias de transmissão, que não é obviamente tudo, sabe-se quais são alguns comportamentos arriscados.
    É assim para todas as doenças transmissíveis. Ou não será?
    Desde as que se propagam com maior dificuldade até às que facilmente geram epidemias.
    É certo que para estas últimas, muitas vezes é impossível evitar um comportamento de risco.
    A questão aqui é uma e só uma. São os riscos de contrair esta doença tão diversos que se torna impossível preveni-los? Não é isso que nos dizem. Então se não são, é possível fazer qualquer coisa para evitar a contaminação. E quem despreza isso, está obviamente a ter um comportamento arriscado face à doença.
    Incluindo a senhora que se mantém casada com um marido promíscuo. Ou o homem que tem uma mulher pública. Podem não saber? Pois podem, mas contra isso batatas.
    E os grupos de risco, o que são, senão etiquetas de agrupamento, de acordo com determinado tipo de comportamentos, uma definição por compreensão?
    Então há ou não há comportamentos arriscados? Se querem ou não agrupar as pessoas, isso é outra questão.
    Mas o espalhafato é grande quando se diz, com grande convicção: "O número de casos aumenta entre os heterossexuais. São já o grupo mais afectado." Como se a maioria das pessoas não o fosse, com a consequente conversão probabilística.
    Não seria isto previsível? Qual é o espanto? E mais, existiu algum tempo em que assim não fosse? E se existiu, é porque as probabilidades de transmissão numa relação homossexual são maiores, ou não? Se é, qual a razão?
    Já não falo dos riscos óbvios das agulhas compartilhadas, dos riscos que correm médicos, enfermeiros, bombeiros, etc.
    O problema é sempre o mesmo. Não é a ciência e a evidência que comandam os cuidados a ter e a propôr. É uma espécie de amálgama de gente com boas intenções que acha que certas coisas não se podem dizer para não melindrar estes e aqueles. Um critério sem critérios e depois queixam-se.
    Bem sei que estas coisas não são fáceis de resolver. Os lazaretos também não impediram outros males de se propagar. É sempre muito difícil impedir quem está contaminado com uma doença contagiosa, que a transmita a outros.
    Lutamos com isso desde sempre, e aparentemente melhorámos as defesas, mas se o fizémos, foi usando a cabeça, não foi dizendo disparates.
    Quando as pessoas não atacam a doença mas se revoltam contra os catálogos, não é preciso dizer mais nada.

    imagem do Lazareto em http://www.terravista.pt/baiagatas/1053/lazareto.htm



    Espelhando





    Duarte d'Armas em versão graffiti




    Exercício de Geometria Descritiva




    A lição

    Viu chegar os dois carros e aproximou-se quase a correr.
    Vinha só em calções, com uma bola de futebol na mão.
    O cão seguia-o, abanando o rabo.
    "É a primeira vez?" - repetiu a pergunta.
    Que era para uns, que não era para outros.
    Reparou em tudo, quis identificar os casais e saber de quem era o cão.
    Depois designou, uma por uma, as quintas que dali se avistam.
    Quando a explicação topológica já não tinha muito mais a dar, virou-se para o cão:
    "Lava-o com quê?"
    ...
    "Deve usar o shampô Piloto. Pi-lo-to. É uma embalagem amarela com um cão pintado, assim..."
    E virava a cabeça já cheia de cabelos brancos para a esquerda, empinando o queixo.



    Não há estudos sobre o assunto

    Mas uma hipótese de trabalho razoável é que quanto mais cedo se marca e se anuncia um casamento, mais cedo ele se desmorona.
    O meu amigo P. convidou-me a onze meses de vista. Esteve casado uma semana.
    Isto deve ter algum significado.
    Subsumindo...



    Fissura geodésica