Ano XIV
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  • Shelltox e sangue azul



    A praia tinha imenso espaço.
    Na realidade, não era uma praia, eram diversas praias.
    Quando digo que tinha espaço, digo-o no sentido inverso ao das unidades de densidade b/g.a. (nº de banhistas / nº de grãos de areia), logo:

    g.a./b era um número de ordem de grandeza muito considerável (1014).

    Isso provavelemente fazia com que cada núcleo familiar ou de amizades tivesse o seu lugar marcado e não houvesse nunca conflitos pela posse de território. A coisa era muito pacífica como cabe ser qualquer vilegiatura.

    Mas os tempos mudaram e dos tempos sem electricidade, que ainda gozei, à massificação e a um número incrivelmente baixo de g.a./b (1010), foi o que se viu.
    Primeiro veio a electricidade, depois os acessos melhoraram, a seguir o turismo de massas, abriu-se a caixa de Pandora.

    Algures na fase de colonização os índios recuaram.
    Eu, porém, mantive-me fiel ao local onde sempre tinha desfrutado do famoso banho do sol a pino, onde tinha comido as minhas maçãs-reineta e onde me tinha enlevado com o longínquo som da juke-box da barraca dos gelados.
    É claro que me vi rodeado de sétimos de cavalaria (ainda não se tinham lembrado da 101ª aero-transportada), mas a coisa teve as suas compensações, para além da barbatana cheia de água que a tal desconhecida me lançou - ele há desejos que se expressam de forma violenta, mas mais à tarde já me veio pedir um naco do meu Delicô.
    Vi-me assim obrigado a não perder um único episódio do "Simplesmente Maria" que os rádios dos vizinhos debitavam aí pela uma da tarde.
    Ouvi o homem nortenho que, esperando ansiosamente o cunhado, dizia à mulher: "Bou ber se os beijo!".
    Percebi o que queriam dizer os três rapazes que gritavam: "Cada um à sua!". Por sinal, havia uma que não era nada má.
    Mas acabaram por me expulsar.
    Entretanto, apercebi-me que havia ainda um núcleo de índios resistentes auto-denominado de "Sangue azul" que lutava contra a invasão dos colonos, designados por "Shelltox" (faço aqui um parentesis de indignação por ter constatado que a Shell apagou das suas memórias este utilissimo produto. Não há dúvida que reescrever a história é um passatempo politicamente correcto). Não sei se o sangue se terá tornado da celestial côr em virtude do dito Shelltox, é um caso a apurar.
    Mas a verdade é que é debalde o esforço para reconquistar o histórico palmo de areia a que tínhamos direito e que de bom grado cedíamos, um dia por ano, por ocasião da degola de S. João Baptista, quando os montanheiros traziam o arroz de frango para a beira-mar.





    Já nas bancas



    imagens CNIG



    A agenda 2004



    Desde sempre que me servem para alguma coisa. Ao princípio, para rabiscar. Depois para escrever-palavras-separadas-por-travessões.
    Como pequenos atlas de Portugal (o pico Ramelau, a ilha do Sal, distâncias quilométricas entre Quintanilha e Vila Real de Santo António).
    Como tábuas de sinais de trânsito.
    Depois ainda, como diários incompletos.
    Listas de telefones.
    Calendários de testes e exames.
    Relatórios de viagem.
    Ainda hoje as uso. Já não preciso da lista telefónica, ninguém precisa.
    Já não me cinjo aos mapas em pequeno formato, embora ainda me fascinem os sinais de trânsito.
    Ainda escrevo nelas, sobretudo rotas cumpridas.
    E compromissos menos óbvios, não vão esquecer.
    Está pois na altura de começar a insinuar-me junto das instituições habituais para uma borlinha. Uma agenda é coisa barata, mas eu sou português...

    imagem em http://www.spaziovirtuale.com.br/brindes.asp (link perdido)



    A rede e o conhecimento instantâneo



    Qualquer borra-botas como eu pode alçar-se a comentador do mundo nestes dias de informação na ponta do dedo.
    Apetece-lhe discorrer sobre o fitoplâncton e lá estão dezenas de páginas a fornecer-lhe a lenha.
    É das campanhas napoleónicas que se trata? Não há azar. Assim se saiba ler francês.
    Desde o feijão carrapato à exposição de Paris, passando por todos os versos de Gedeão, não há dificuldade.
    Eu que sou um assumido bisbilhoteiro dos motores de busca, já descobri, sem andar à procura, um livro mencionando o nome de um dos meus bisavós como banhista de certa praia. Está portanto tudo lá. Bem, nem tudo. Sobre o grande acidente ferroviário do Rápido do Algarve, nem uma linha.
    Mas é sem dúvida a excepção que confirma a regra.
    Ora, com tanta facilidade, não é pois de espantar que num ápice se construam teses interessantíssimas sobre tudo.
    Dizem-me até que há os que se limitam a transcrever (copy & paste, como se diz agora) o que encontram abandonado.
    Será. Eu próprio tenho utilizado como ilustrações, fotografias caçadas aqui e ali. Também é verdade que menciono a sua origem, mas nem sempre posso garantir que o seu autor seja o mesmo que lá a colocou.
    Como não ganho dinheiro com isso, não me sinto mal por não ter pedido licença. A verdade é que pedi uma vez (a primeira) e não obtive resposta.
    Já estou a afastar-me do tema e a justificar-me muito.
    O que eu queria dizer é que basta ler oito ou dez páginas, de preferência em diagonal (esse compromisso entre a escrita esquerda e direita, pois tanto se exerce da esquerda alta para a direita baixa como na diagonal oposta) para termos um artigo de fundo, um ensaio, uma tese.
    O conhecimento numa saqueta, três decilitros de água e logo se obtém um caldo de cultura, de onde germinam os mais variados bicharocos, logo lançados ao vento, ao correr da nortada.
    A Babel do fim dos tempos.
    Será por isso que se mandou, à cautela, a Guarda Nacional Republicana em missão para a "Antiga Babilónia"?

    Não consigo perceber o que escrevi.

    Os logotipos dos motores de busca foram retirados dos locais correspondentes



    À procura de quê?



    Um dos fados deste destino (valha-me a redundância) errante, é justamente não saber o que se procura. Mas acha-se.
    E em tantos anos de cavalaria mecanizada, achei algumas coisas com as quais não contava.
    E achei de tudo, gente, lugares, cheiros, frios e calores.
    Estando agora mais ou menos agarrado à secretária, vêm-me à memória esta ou aquela paragem prazenteira.
    Hoje, sabe-se lá como, irrompeu a memória de uma curva de estrada.
    A noite era de sobreiros.
    Uma daquelas noites de breu em que os faróis no montado denso evidenciam estranhas formas, vultos contorcidos, um espectáculo já visto centenas de vezes, mas sempre encantador e misterioso.
    Numa curva, uma pequena casa à beira do caminho. Tudo às escuras cá fora.
    Pela porta aberta, antevia o ondular da chama de um candeeiro a petróleo, nas trementes sombras recortadas na parede de fundo.
    Quando desliguei o motor, ouvi nitidamente a melodia. Cantavam-se modas alentejanas, ainda que ali já fosse Algarve. Tal como em tempos adormecia embalado pelos sons da taberna do outro lado da rua, agora ficava preso ao assento, sem me atrever a entrar e pedir um maço de cigarros. Ali fiquei, sem querer perturbar aquele som, sem divisar as caras dos presentes, sem perceber mais do que sombras recortando-se na parede.



    Aproveitando

    Para ver Braga não por um mas por dois canudos...




    A tomada da Bastilha



    A mim, venderam-me lá para trás a ideia de que uma das razões que levaram a populaça à Bastilha, foi a prosaica intenção de caçar lado a lado com os nobres.
    Eu percebo que as pessoas queiram caçar.
    Vejo também que a caça é um bem escasso, depois da avalancha de caçadores que a gente sabe.
    Já tenho mais dificuldade em entender o critério que faz com que a caça seja livre nuns locais e restrita noutros.
    Mas entendo aqueles que aproveitando esta dualidade, fecham as portas.
    Não consigo entender é os que querem fazer coutadas em terra alheia.
    Que me vêm propor que aceite que eles e só eles cacem nas minhas terras.
    Que à trivial pergunta - e o que é que eu ganho com isso? - não tenham resposta.
    Posso estar a não ver bem a coisa, mas é ou não é um abuso?



    A Tradicional da volta



    Afogar as mágoas – é o que se ouve a torto e a direito.
    Sem mencionar outras formas mais raras e elaboradas, o método tradicional é afogá-las em álcool.
    Faz-me espécie esta tradição.
    Para mim, a bebida espirituosa é uma exaltação. Uma droga dos grandes momentos. A antecâmara de todos os prazeres. Nunca um sedativo, uma neblina em que os sentidos se atordoem.
    Como não se deve dizer “desta água(ardente) não beberei”, estou assim como que no pago para ver. Para ver se algum dia me sucede, mas acho pouco provável. Eu é mais cafés e cigarros, quando a coisa não vai bem. Bebida é que não.

    Ora, aqui há uns bons anos eu e um velho amigo, numa daquelas incursões a petisco, fomos parar para os lados da Estrada de Benfica.
    Nada como dantes, como nos tempos do Eça e das tascas da Porcalhota.
    Estávamos já de regresso quando o meu companheiro se referiu à tasca como a Tradicional da Volta.
    Originalmente, teria sido a Tradicional da Volta do Enterro, pois estava mesmo a jeito. Ali numa das ruas que conduzem, ou que neste caso trazem do cemitério os que cá ainda ficam.
    Servia assim para apaziguar os desgostos e animar os figurantes.
    Ainda um dia alguém há-de escrever uma obra-prima a propósito do nosso culto dos mortos, desde as anedotas à porta das câmaras mortuárias até aos figurinos de funeral e aqueles parentes que só vemos nessas alturas.
    Mas não sendo o caso dos habituais figurantes, que aproveitam sempre a ocasião para molhar a goela, que estranho desígnio está por detrás dessa utilização do álcool como oceano em que se fazem afogar as mágoas?
    Parece que agora já só se chama "A Tradicional".



    O mistério de Albergaria

    Aqui há atrasado, eu e o amigo Anarcka envolvemo-nos em acesa polémica em torno de Albergaria dos Doze. É público, esteve em todos os jornais.
    Dados os acontecimentos recentes, que envolveram o desaparecimento de três tartarugas, recebi um preocupado e-mail do homem.



    Assim, cabe-me iniciar a árdua tarefa da defesa da nossa honra.
    Em primeiro lugar, somos completamente alheios ao sucedido.
    E como estamos interessados no apuramento de toda a verdade, apesar de não me ter sido possível contar com a concordância em tempo útil do amigo Anarcka, decidi avançar com a seguinte contribuição para o apuramento dos factos e das responsabilidades:

    Acho que podemos pôr de parte o Ésopo e o Zenão, por manifesta impossibilidade física. Parece que apresentaram ambos os bilhetes do ferry para Creta, na noite dos factos.
    Isto foi-me dito por uma das tais fontes, que também acrescentou que havia umas dúvidas.
    Parece que o tradutor oficial não tinha a certeza de que os nomes se referissem a passageiros ou ao próprio barco. Eu, por mim, estranho que o barco ostentasse o nome de ambos. Enfim.
    Também soube que alegam não se conhecer. Qualquer coisa relacionada com datas de nascimento. Eu cá digo que há boas razões para Ésopo não conhecer Zenão, que nasceu mais de 100 anos depois da suposta morte do primeiro. Agora, a inversa... Poderá Zenão não ter conhecido Ésopo em carne e osso, mas a sua obra já não garanto.
    Há aqui um outro elemento baralhador, que de alguma forma inculpa Zenão ou os seus detractores. Não disse ele a Sócrates que não havia movimento? Ora, tendo dito isto, não seria provável que alguém, até o próprio Sócrates, quisesse demonstrar o contrário, usando para tal um animal conotado com Zenão? E Zenão, não faria ele isso para inculpar Sócrates, com base no mesmo raciocínio?
    É certo que tudo isto chegou aos ouvidos de Platão por portas e travessas. Mas nunca se sabe.
    Quanto a Aquiles, o caso é outro. Nunca se sabe também, quando se trata de super-heróis.
    Estou mais inclinado para a lebre. Não terá ela aberto finalmente os olhos? Eu cá não ponho as mãos no lume.
    O próprio La Fontaine não disse que sim nem que não. Ele que desmentiu de pronto a autoria da história, dando todo o crédito a Ésopo.
    Mas ainda admito outra hipótese, e se foi iniciativa das próprias? Não se terão elas encaminhado para os lados de Litém, trocando assim o acanhado tanque pelas águas do Arunca?
    Não sei. Se esta última hipótese fôr a verdadeira, estou em crer que se trata, para além do prazer fluvial de que desfrutarão, de um teste à rapidez de actuação do nosso sistema de informações.
    Aqui, ainda não vieram. Os agentes, claro.
    Intrigante é o comentário que ouvi, num cruzamento de linhas telefónicas: "Sim. Estão aqui dando sopa." O resto foi inaudível. Mas não se ouve nenhum som que se pudesse confundir com aros.

    os meus respeitos ao Correio da Manhã, que é completamente alheio a esta disputa



    Eu não devia

    Há coisas que não se fazem, eu sei.
    Também não gosto de delatores.
    Mas esta, desculpem lá, tem que ser.
    Eu não tenho culpa que uma inteligência sagaz da companhia dos telefones tenha mandado instalar uma cabina telefónica tão rente, tão rente, à parede da minha velha casa de família que era impossível alguém lavar ou pintar aquele troço de parede.
    O certo é que no quarto onde eu dormi as últimas noites em paz, se ouvia tudo o que se dizia ao telefone.
    Como a inversa também é verdadeira, suponho, terá havido por certo alguns utilizadores que tiveram dificuldade em entender o seu interlocutor, nas noites em que ressonei mais alto.
    Já está vista a anormalidade da coisa e o desrespeito pela privacidade que essa mente iluminada promoveu.
    Certa manhã de dia de festa, entre o foguetório e a largada de touros, estando ainda recolhido, comecei a ouvir:

    “Estou? Sim, pá, passa-me aí ao Marques.”
    ...
    “Tá, Marques. Estás bom, pá? Olha, estou aqui à rasca!”
    ...
    “Não, não é comigo. É a minha sogra. Estou aqui no hospital.”
    ...
    “Não sei, pá. Mas faz-me lá o favor de dizer ao chefe que eu hoje não vou.”
    ...
    “Ò pá, acho que sim, acho que amanhã já estou.”
    ...
    “Obrigadinho, ò Marques, desculpa lá, pá. Um abraço, até amanhã.”


    Não faço a menor ideia de quem era o homem. Só posso dizer que não era lá da zona, pois não tinha sotaque. E dizia muitos pás.
    E a coisa passou-se no fim de Agosto de 1999. O mês do eclipse.
    Está quase a prescrever.





    Saudando o único que me conhece

    Dizia eu aqui há uns tempos, que só havia duas pessoas que me conheciam e sabiam que eu escrevia aqui (para além da minha mãe, é claro!).
    Uma era um professor de estatística lá da longínqua Atenas.
    Outra era o rapaz já aqui citado.
    Disse também que a probabilidade de eles aqui entrarem era mínima: um, porque mal percebe português; outro, porque não se interessava.
    Sucede que o segundo entrou ontem neste meio. E com muita classe, pois escolheu um nome magnífico.
    E por isso, aqui vai o link para o homem. Embora esteja ainda em testes, ele merece.



    Um abraço, ò Syllan Zertharias!



    O ecologista precoce



    Nos primeiros anos da década de sessenta, havia esse pormenor.
    O rapaz não mijava no campo. Exigia uma lata para conter os resíduos orgânicos.
    Sem lata, nada feito.
    Há pelo menos uma prova documental da coisa. Uma fotografia. Testemunhos há vários. Latas enferrujadas é que já não.
    O mistério persiste. De onde vinham as latas necessárias (havia sempre uma no porta-bagagens do carro) e o que lhes aconteceu depois de usadas?
    Não é seguro que a razão de tal exigência fosse a excessiva preocupação ambiental.
    Há quem defenda que era só o gozo de fazer pontaria.

    imagem encontrada em e adaptada



    O utilizador-pagador

    Como não está agora (nestes dias) na berra este chavão, e na sequência do post anterior, vou tecer algumas considerações a respeito.
    Temos sido bombardeados a espaço com o chamado Princípio do utilizador-pagador.
    Utilizador-pagador não é muito difícil perceber o que é. Todos conhecem os papelinhos ou azulejos tradicionais:

    Já o Princípio é uma coisa obscura. Não há cão nem gato que não seja a favor ou contra o dito Princípio.
    Mas qual Princípio?
    Onde é que começa e onde é que acaba?
    Aplica-se a quê, como e porquê?
    São os doentes e os acidentados que pagam os hospitais?
    São os banhistas que pagam a limpeza e a segurança das praias?
    São os que circulam nos acessos a Vale Fundo à Pasmaceira que pagam todas as infraestruturas de que usufruem, pontes, estradas, etc.?
    Nunca vi um jornalista fazer esta pergunta simples.
    Provavelmente, porque a resposta seria, à maneira do Pateta, de mão na boca.



    Mas quem fez 75 anos foi o Mickey!

    imagem do Zé Povinho em
    imagem do Pateta em (link perdido)



    Estatuto

    Por um lado, o estatuto de blogue incógnito, desconhecido, poderia proporcionar o comentário da actualidade como se faz numa agenda. São tão poucos a ler...
    Por outro, o estatuto de anónimo não permite muitas vezes esse comentário. Não se podem comentar os factos, criticar aspectos e manter o anonimato.
    Os estatutos escritos deste blogue não o permitem.
    A mim, mais me apraz comentar genericamente as coisas, sem atentar à sua importância presente. Muitas vezes relembrando questões que já foram vivas, continuam importantes, mas já morreram nos circuitos da informação.
    Um exemplo de um nome a propósito: Zviad Gamsakurdia. Um nome quase obrigatório nos noticiários do tempo em que ruiu a União Soviética. Morto uns anos depois de ter sido deposto. Agora que Chevardnadze também foi apeado, nem uma palavra sobre o histórico líder ibérico morto há dez anos. Não valia a pena ou já ninguém se lembra do nome?



    Produtos químicos e naturais

    Quando se trata de lugares tão comuns como o são estes, polemizar sobre a sua aplicação enquanto conceito, parece um disparate.
    Eu ainda assim acho que merece um bocadinho de reflexão.
    O que é uma coisa natural?
    Eu entendo que natural é tudo. Tudo sem excepção. E produto químico é tudo o que é produto de uma reacção química. Tudo o que é matéria. Toda a matéria sem excepção.
    Porque não consigo identificar a fronteira, estabelecer balizas.
    Mas há uma opinião geral que não é essa. É certo que grande parte dos que falam constantemente nestas coisas, não sabem identificar os limites entre o natural e o não-natural, por aí fora.
    Mas parece que o entendimento é mais ou menos este: é natural tudo o que existe à face da terra, incluindo o homem, excepto o que é manipulado pelo homem. Mas das coisas manipuladas pelo homem, há ainda excepções, ou seja há coisas que mesmo manipuladas são naturais.
    Quanto aos produtos químicos, parecem ser só aqueles que, embora existam na natureza, são obtidos em condições particulares (normalmente em quantidades ou concentrações não existentes) através de reacções químicas, misturas ou processos de separação desencadeados pelo homem, preferencialmente em laboratório.
    Esta é a ideia que eu tenho em relação ao que é o entendimento geral.
    Mas não consigo encontrar a definição precisa, apurada. Porque há excepções, muitas excepções. E excepções às excepções, e excepções dentro destas.
    Tal como na anedota. É certo que um elefante e um eléctrico são ambos amarelos, excepto o elefante.



    imagens encontradas em: elefante eléctrico




    Separando as vias




    O conto do vigário

    Uma abordagem sentimental

    O conto do vigário era para mim um conto falso. Nem eu sabia como tinha razão.
    Era um conto falso porque quando ouvia falar nele, pedia que mo contassem e a história era sempre diferente. Ora, com o meu reduzido vocabulário mental desses tempos, rotulava logo a história como falsa. Era falsa aquela, a última, e eram falsas todas as outras. Tinha que haver um conto do vigário, único e verdadeiro. Mas ninguém o conhecia, essa é que era essa.
    Vem isto a propósito do post ali em baixo, que ostenta a cópia do último que me contaram, ontem à noite.
    Mas hoje queria contar um conto do vigário que é falso. É falso porque não se baseia na exploração da agiotagem, mas na dos sentimentos.
    Toda a gente sabe que os há assim também, às vezes até com contornos semelhantes aos que exploram a ganância. Mas não me parece que seja o caso deste.
    Tal como mo contaram:

    "O velho era do sul serrenho. Vivia isolado num monte e não tinha voltado à cidade desde o tempo da tropa. Não tinha família chegada, excepto um sobrinho emigrado algures.
    Um dia recebeu uma carta do sobrinho, anunciando-lhe a próxima chegada a Lisboa.
    O velho não hesitou. No dia aprazado, meteu-se no comboio e lá foi, à procura do que lhe sobrava do sangue.
    Como não é difícil de explicar em tais circunstâncias, desencontrou-se do sobrinho.
    E resolveu afogar as mágoas numa taberna, junto à estação fluvial enquanto esperava o barco de regresso.
    Nestas coisas, há sempre um vigarista por perto senão não havia conto. O homem encostado ao balcão já se lamentava da sua pouca sorte a quem o quisesse ouvir, e particularmente com o dono da tasca.
    Tanto o fez e tanto bebeu, que lá deixou aparecer a ponta das notas que trazia na carteira ao pagar mais uma rodada.
    O espertalhão deve ter-se chegado nessa altura.
    E se calhar até pagou um copo ao homem.
    Estava disposto a ouvi-lo. Deixou o velho falar, beber, falar. Quando o achou no ponto sugeriu-lhe que fossem companheiros de viagem, afinal ele também ia para o sul.
    Pouco depois, para o confortar ainda mais, já lhe dizia que o tratasse por sobrinho. Afinal, tinha perdido o sobrinho mas tinha o encontrado a ele.
    E assim fizeram. Eram já tio e sobrinho quando atravessaram o rio e se instalaram no comboio do sul.
    Não tardou muito que o velho não adormecesse. Antes houvera tempo para se apresentarem como familiares aos circunstantes.
    Quando o comboio se aproximou de uma estação, o patife anunciou aos companheiros de viagem que ia pregar uma partida ao tio, ia esconder-lhe a carteira. Afinal, tinham já galhofado um belo bocado.
    "

    Quem me contou a história, tomou contacto com ela no momento em que o velho desatou aos berros, respondendo aos que o animavam: "Qual sobrinho! Nunca o vi mais gordo!"